Brasileiro Catarata e Refrativa 2015

O clima de descontração de Salvador trouxe mais conhecimento e técnicas cirúrgicas para o Dr Ricardo Stock, tanto na cirurgia de catarata quanto na cirurgia refrativa.

Retina 2015

Os médicos do Belotto Stock apresentam casos e participam como debatedores de casos, no maior congresso de Retina do Brasil.

Liberte-se de seus óculos: Precisão cirúrgica na miopia, hipermetropia e astigmatismo.

Nos dias atuais quase todos os pacientes podem ser operados para não necessitarem mais do uso de óculos! Isto devido aos constantes avanços na tecnologia, bem como a evolução do conhecimento da mecânica da córnea. Miopia de até 11 graus, hipermetropia e astigmatismo de até 6 graus são hoje operados com sucesso, algo impossível antes da evolução dos equipamentos e das técnicas.

A cirurgia refrativa se tornou uns dos procedimentos cirúrgicos mais realizados no mundo. Uma realidade para muitos pacientes que têm mais acesso a chance de tornar-se livre de seus óculos. Tal fato estimula ainda mais o desenvolvimento técnico e de máquinas mais rápidas e precisas.

Máquinas precisas e seguras diminuiriam muito o índice de retoques cirúrgicos, bem como o número de complicações. Nesse cenário se destaca o Allegretto 400 hz, que com seu Surgical Suite garante uma análise precisa e proporciona um planejamento cirúrgico avançado e personalizado! Seu sistema de Eye Tracker, direciona o laser corretamente na córnea, mesmo com movimentos oculares durante o procedimento.

No LASIK faz-se inicialmente uma fina lamela na córnea, que é dobrada temporariamente para que se possa aplicar o laser na córnea, na sequência essa lamela é recolocada no lugar. Outra técnica cirúrgica é o PRK, na qual uma fina camada da córnea (epitélio) é removida, após essa manobra aplica-se o laser e recobre-se a córnea com uma lente de contato que é retirada em 7 dias!

Como em todo procedimento cirúrgico, há necessidade de cuidados pós-operatórios, sendo o paciente orientado por nossa enfermeira com experiência e treinamento na área.

Até mesmo os pacientes que necessitam de óculos para perto , devido à vista cansada (presbiopia) podem ser submetidos ao procedimento cirúrgico, retomando sua independência dos óculos.

A idade mínima para a cirurgia são 21 anos completos. Há ainda a necessidade de estabilização completa do grau. Realiza-se em todos os pacientes uma análise topográfica da córnea bem como análise de sua espessura, o que orienta o cirurgião na escolha da técnica mais apropriada (LASIK ou PRK).

Entre em contato conosco e faça uma avaliação do seu caso. Nós lhe ofereceremos o que há de mais moderno e seguro para proporcionar sua independência dos óculos.

Olho Seco

Um ser humano saudável pisca em média 15 vezes por minuto, involuntariamente. A ação oxigena a córnea, renovando o filme lacrimal e garantindo a lubrificação da superfície ocular, quem pisca menos vezes oxigena menos a córnea e aí começam os problemas da falta de lubrificação, ou olho seco.

A síndrome do olho seco atinge ao menos 5% da população brasileira,nela o ato de abrir e fechar os olhos nem sempre é confortável, podendo haver dor quando pisca, sensação de areia nos olhos, desconforto na claridade e olhos irritados.

Horas perdidas na direção de um automóvel ou trabalhando em frente a um computador (ações que exigem atenção do indivíduo), ou a exposição a ambientes secos, como salas com ar condicionado, diminuem o ritmo de piscadas ou faz com que as lágrimas evaporem mais rapidamente. Nessas situações, em que se pisca em média seis vezes por minuto, as chances de desenvolver o olho seco aumentam.

Assim , o simples ato de piscar corretamente – isto é, a pálpebra superior encostando na inferior – em uma frequência correta já ajuda muito o paciente.

Em alguns casos mais graves faz-se necessário o uso de colírios lubrificantes com maior frequência ou até anti-inflamatórios em forma de colírios para se obter maior conforto. Cápsulas de óleo rico em ômega 3 podem ser ingeridas diariamente para se obter maior conforto e lubrificação.

Degeneração macular relacionada a idade (DMRI)

A DMRI é sabidamente a causa mais comum de cegueira irreversível no mundo, acima dos 60 anos de idade, sendo que as mulheres são mais acometidas que os homens na proporção de 2:1. Vários fatores de risco tem sido envolvidos no seu aparecimento, tais como doenças cardiovasculares, tabagismo, defeitos nutricionais e toxicidade à luz. No entanto parece que o que ocorre é um processo de envelhecimento e desse processo advém alterações retinianas denominadas de DMRI. O envelhecimento é um processo fundamental que ocorre mesmo na ausência de doença associada. Nas células sem capacidade de divisão mitótica (multiplicação) esse processo é mais acentuado ( Retina e cérebro por exemplo). A retina é um tecido que trabalha 24hs por dia para produzir imagem.Assim, não é errado pensar que durante a vida, ocorra um desgaste dessas células, que passam a não desempenhar bem sua função e ainda acumulam resíduos que são utilizados na produção da imagem. Há duas formas de DMRI: a forma seca que ocorre em 80% dos casos e a forma exsudativa que acomete 20% das pessoas. A forma exsudativa causa grande baixa de visão e é responsável por 90% dos casos com perda visual severa, atingindo pacientes em média com mais de 75 anos de idade. A queixa principal dos pacientes com DMRI é a baixa de visão, as vezes associada a visão “torta”. A doença é diagnosticada pelo exame de fundo de olho sob dilatação da pupila, o que às vezes é ainda dificultado pela presença de catarata. No fundo de olho pode-se encontrar drusas (figura 1), que são indícios do início da doença. Exames complementares modernos, como a Tomografia de Coerência Óptica (OCT) (figura 2) e a angiografia fluoresceínica da retina (figura 3), ajudam a classificar as formas secas e exsudativas da doença e auxiliam ainda no acompanhamento desses pacientes. O tratamento da forma seca se faz com multi-vitamínicos orais especíificos tomados diariamente. Já a forma exsudativa se trata com aplicações de medicações intra-oculares denominadas de anti-angiogênicos (Avastin, Lucentis e Eylia).

 

Lentes de Contato e Maquiagem

Os cosméticos podem causar reações alérgicas, além de formar um filme gorduroso, nublando a visão. Os sintomas são mais perceptíveis com a presença de lentes de contato, causando desconforto e reduzindo o tempo de uso.Conhecer os produtos que devem ser usados, bem como, a forma de aplicá-los é uma maneira de evitar ou reduzir esses problemas.

Para evitar reações alérgicas, usar cosméticos sem perfume e adquirir aqueles que conhecidamente sejam “hipoalergênicos” ou “especiais para usuários de lentes de contato”. Entretanto, mesmo essas formulações podem causar alergias em pessoas muito sensíveis.
De modo geral, os cosméticos estão livres de contaminação quando novos, mas os preservativos utilizados para retardar o crescimento das bactérias perdem seu efeito com o tempo, que varia de 1 até 36 meses, no máximo. Dessa forma, com o uso, a contaminação é rápida e o usuário dissemina microrganismos sobre os seus cílios, podendo causar infecções.

Pincéis para rímel (máscara para cílios) ou delineador não devem ser emprestados. As escovas de rímel devem ser lavadas frequentemente e, se possível, trocadas a cada três meses. Rímel deve ser comprado com pincel e não somente o refil. O rímel é uma combinação de polímeros acrílicos, parafina, ceras, corantes, preservativos químicos e outros elementos, geralmente com base líquida, ótimo meio para crescimento de microrganismos.

Evitar rímel à prova d’água e os destinados para alongamento dos cílios. Esses costumam conter nylon e fibras de rayon, que são secas e podem soltar-se, entrando nos olhos. As lágrimas podem levar as fibras intactas para baixo da lente de contato, o que pode causar lesão corneal. Rímel RESISTENTE à água (não à prova d’água) é o mais recomendável porque, sendo solúvel em água, pode ser removido facilmente sem agentes emulsificadores; à prova d’água, exige demaquilantes bifásicos (água e óleo) para sua remoção. Produtos oleosos devem ser evitados porque permanecem nas bordas palpebrais e podem sujar o filme lacrimal e as lentes de contato, mesmo após um bom enxágue dos olhos. Lentes de contato nubladas devido a cremes e removedores de maquilagem são queixas frequentes.

À noite, ao aplicar creme nas pálpebras, cuidar para não tocar nos cílios e, de preferência, depois de 20 minutos, remover o excesso com lenço de papel. O creme pode penetrar nos olhos durante a noite sujando o filme lacrimal e provocando turvação de visão, além de ardência e queimor, no dia seguinte.Produtos usados na face que contêm ácidos e protetores solares também podem ser causa de ardência ocular.

Como a usuária de lentes de contato deve aplicar cosméticos
1- Fazer a maquilagem com as lentes de contato já no lugar para reduzir o risco de sujá-las. Mesmo com lacrimejamento durante a colocação, não haverá problemas com a maquilagem. Os míopes com mais de 40 anos enxergam melhor de perto sem lentes de contato. Por isso, devem colocá-las depois de fazer a maquilagem.
2- Lavar bem as mãos para remover qualquer resíduo de maquilagem antes de tocar nas lentes de contato. Cosméticos oleosos são difíceis de remover dos dedos e das lentes.
3- Utilizar, de preferência, pó facial compacto. O pó solto deve ser aplicado com cuidado e seu excesso removido das pálpebras e cílios.
4- Evitar sombras cintilantes, perolizadas ou outras semelhantes à purpurina. As partículas podem entrar nos olhos e ficar debaixo das lentes de contato. Sombras compactas são melhores do que as líquidas, oleosas ou cremosas, difíceis de remover das lentes. É aconselhável que as sombras sejam utilizadas em quantidade moderada para que o excesso não caia dentro dos olhos.
5- Passar o delineador por baixo da porção cutânea da borda palpebral, para evitar a obstrução das glândulas que ali se encontram e que pode resultar em blefarites, ordéolos e calásios. Para usuários de lentes de contato, delineadores tipo lápis são melhores do que os líquidos ou pastosos. O delineador líquido deve ser à base de água. Não usar saliva para lubrificar o pincel ou o cosmético.
6- Aplicar o rímel levemente distante da base dos cílios. Nunca usar objeto pontiagudo para separá-los (agulha, grampo de cabelo etc.).
7- Retirar as lentes de contato antes de remover a maquilagem.

Cuidados com as lentes de contato no salão de beleza
– Produtos em aerosol e outros que liberem vapor ou gás devem ser utilizados antes de colocar as lentes de contato. Se for necessário aplicar spray para cabelo, enquanto estiver usando lentes, fechar os olhos e, em seguida, deixar rapidamente o local, pois o aerosol permanece no ar por algum tempo.
– Não se devem usar lentes de contato durante o tingimento dos cabelos e durante o uso de loções químicas (permanentes para ondular e xampus medicamentosos, por exemplo).

Importante: Deve-se evitar o uso de cosméticos e de lentes de contato se os olhos estiverem vermelhos, inchados ou infectados.

(Extraído do texto da Dra. Cleusa Coral-Ghanem)

Triquíase e distriquíase

Alguns pacientes sofrem muito com os cílios, que se voltam para o globo ocular causando sensação de areia nos olhos, lacrimejamento e dor (Figura 1- clicar na foto).
Quando apenas um ou dois cílios estão mau posicionados denomina-se triquíase e quando mais cílios ou uma linha inteira deles está mau posicionada em direção ao olho , chama-se distriquíase.

O ato de retirar constantemente os cílios os fortalece e piora o quadro, assim faz-se necessário terapias definitivas como cauterização do folículo piloso com laser ou eletrocautério ou ainda procedimento cirúrgico. A cirurgia na maioria das vezes se faz com anestesia local, retirando-se todo segmento palpebral comprometido e recobrindo-se o local com mucosa labial (Figura 2- clicar na foto).

Com essa cirurgia o problema é resolvido definitivamente, sem a necessidade constante de ir ao oftalmologista com queixas extremamente desagradáveis.

Cirurgia de pterígeo

O pterígeo é uma proliferação fibrovascular, geralmente localizada em área nasal, entre a córnea e a carúncula. Processo irritativo crônico, exposição solar constante e predisposição genética são colocados como causas dessa patologia de alta incidência nas áreas tropicais.

O tratamento do pterígeo, quando pequeno e não elevado, pode ser apenas clínico, com uso de óculos de sol e colírios lubrificantes. Reserva-se o uso de anti-inflamatórios tópicos nos casos de processo inflamatório agudo associado ao quadro.

O tratamento definitivo é cirúrgico, onde se retira o pterígeo da córnea (cabeça) e da conjuntiva (corpo) e cobre-se a área nua com conjuntiva ou membrana amniótica, podendo ser realizada a sutura com pontos ou usando as colas biológicas.

Em nosso serviço damos preferência pela cirurgia com transplante de conjuntiva autóloga inferior e reparo do retalho com cola de fibrina, técnica extremamente segura e com baixíssima taxa de recidiva. Além de confortável devido a ausência de pontos cirúrgicos.

O pós-operatório é delicado e necessita de cuidados intensos, com uso de colírios e óculos de sol. Evita-se nesse período as situações nas quais se coloca o olho em exposição à produtos químicos ou substancias irritativas.

Lentes intra-oculares PREMIUM

Na moderna cirurgia da catarata (facoemulsificação) tem-se a possibilidade de deixar o paciente independente dos óculos, isso graças a tecnologia das novas lentes intraoculares, conhecidas como lentes PREMIUM.

Na década de 80 e 90, a cirurgia de catarata tinha apenas o intuito de restituir a visão em um olho com catarata, independentemente do uso de óculos ou não no pós operatório. Com a fantástica evolução das lentes intraoculares surge a possibilidade de não apenas restaurar a visão com a facoemulsificação, mas também tornar o paciente menos dependente dos óculos. Nasce assim um novo conceito, a cirurgia de catarata é também uma cirurgia refrativa (“cirurgia de tirar os óculos”).

No uso das lentes intraoculares convencionais monofocias , o paciente , como o nome diz, terá apenas um foco com qualidade, nos outros , devera usar óculos. Com as lentes intraoculares multifocias o paciente operado de catarata volta a sua situação de jovem, antes da presbiopia, pois fica independente dos óculos, tanto pra longe quando para perto. Essas lentes multifocais possuem anéis concêntricos periféricos que proporcionam dois pontos de foco simultâneos, longe e perto. (Figura 1)

Pacientes com astigmatismo também tem sua chance de independência do óculos no momento da cirurgia de catarata , pois com as lentes tóricas intraoculares, pode-se, com precisão, eliminar o grau de astigmatismo. (figura 2) . Essas lentes tem marcações em sua periferia, correspondentes ao eixo de correção do astigmatismo. Pacientes astigmatas, no entanto, não podem se beneficiar das lentes multifocais, necessitando de óculos para perto.

Apesar de hoje em dia o processo de cirurgia de catarata poder ser acompanhado da eliminação completa do uso de óculos, nem todos os pacientes são candidatos ao uso das lentes PREMIUM. Isto porque há alguns fatores que devem levados em consideração ao se indicar o implante dessa tecnologia, tais como tamanho de pupila, tamanho do olho, grau prévio a cirurgia de catarata, cicatrizes corneanas, doenças oculares associadas e o mais importante, a vontade do paciente em querer ver-se livre de seus antigos óculos.

Corpo estranho ocular

Nossos olhos estão em constante perigo, pois mantém relação direta com o meio ambiente. Desta forma, produtos químicos, poeira, “fagulhas”, insetos e principalmente corpos com alta velocidade como os metais provenientes de marteladas, roçadeiras,máquinas de cortar grama, motosserra, tornos entre outros, podem aderir-se a superfície ocular de tal maneira que somente sairão com técnica adequada em consultório oftalmológico.

Essa situação é muito comum na prática clinica diária e se não conduzida da maneira correta e a tempo, podem trazer graves problemas , como úlcera de córnea (Figura 1) ou problemas visuais crônicos (quando acometem o eixo visual) (Figura 2).

Nos casos de suspeita de corpo estranho ocular o melhor a se fazer é procurar um oftalmologista de sua confiança o mais rápido possível para se prevenir complicações.
Nos locais de trabalho exija de sua empresa ou responsável, os equipamentos de proteção adequados como óculos ou mascaras, denominados de EPI (Equipamentos de Proteção Individual)