SIMASP 2017

O Congresso da Escola Paulista de Medicina marca o início da maratona anual de eventos científicos na oftalmologia.
O Dr Ricardo Stock e o Dr Júnior kuczmainski marcaram presença nesse evento, buscando sempre as inovações e resultados das pesquisas científicas mais atuais, característicos desse evento internacional!

Cirurgias Oculares: saiba mais sobre os cuidados no pós operatório

Todo procedimento cirúrgico necessita de cuidados no pós-operatório, principalmente nas cirurgias intra-oculares de catarata, vitrectomia, transplante de córnea, mas também na cirurgia a laser para eliminação dos óculos (refrativa) LASIK ou PRK, crosslinking, implante de anel intra córneano e aplicação de medicamento intra-vítreo.Dependendo da cirurgia realizada, poderá haver diferentes orientações no pós- operatório, lembrando que após o período indicado, a rotina do paciente é totalmente retomada, sem nenhuma restrição.
Abaixo listamos alguns cuidados gerais para cirurgias oculares:

1. Deve evitar atividade física e esforço físico por alguns dias após a cirurgia (musculação, ginástica, futebol, etc..).
2. Não deve coçar ou esfregar os olhos após cirurgias oculares de modo geral.
3. Lavar as mãos antes de aplicar os colírios, não deve encostar o frasco do colírio nos cílios no momento da aplicação do colírio.
4. Após aplicar o colírio deixe os olhos fechados 5 minutos para que ele seja melhor absorvido. Deve realizar o intervalo de 5 minutos entre as gotas caso tenha que usar dois ou mais colírios.
5. Evitar a exposição ao calor do fogão.
6. Evitar mexer na terra, adubos e produtos químicos e o contato com animais, (vaca, porco gato, cachorro), para sua segurança.
7. Não tomar banho de mar ou piscina por 20 dias.
8. Uso maquiagem, corte de cabelo, pintura deve ser evitado por alguns dias após a cirurgia.
9. Recomenda-se o uso de óculos de sol sempre que estiver exposição à claridade, (ao sair de casa).
10. É permitido assistir televisão, ler, usar o computador desde que esteja se sentindo bem.
11. A higiene dos olhos é fundamental para evitar infecções pós- operatórias. Lembre-se disto: Utilize nos primeiros dias apenas soluções recomendas para a higiene ocular.
12. Comparecer às consultas e retornos marcados para acompanhamento do pós-operatório, pois eles são de extrema importância.
13. Sempre entrar em contato em caso de dúvidas, estamos à disposição.

Texto por Enfª. Daliana Piovesan

Ergoftalmologia em escritórios de contabilidade: a síndrome visual do computador (SVC)

Resumo: Este trabalho objetivou averiguar a presença dos sintomas da Síndrome Visual dos Computadores (SVC) trabalhadores de escritórios de contabilidade. Métodos: Como instrumentos de pesquisa utilizou-se um questionário baseado no conjunto de sintomas da SVC, avaliado por Escala Likert (1-5), e foram realizadas observações no local de trabalho baseadas na Avaliação Ergonômica de Postos de Trabalho. Resultados: Os participantes que trabalhavam com o ângulo de visão menor do que 10° em relação à tela foram os que apresentaram mais sintomas sobretudo de dor na parte posterior do pescoço e nas costas (p=0,0460). Aqueles que usavam iluminação diferente de 450 e 699 lux reportaram sintomas significativos para dor de cabeça (p=0,0045) e ressecamento ocular (p=0,0329). Os mais jovens apresentaram mais dor de cabeça (p=0,0182) e aqueles com menor tempo de trabalho mais sintomas de dor de cabeça e ressecamento ocular (respectivamente p=0,0164 e p=0,0479). A falta de recebimento de orientações sobre prevenção foi confirmada por 37% participantes que referiram mais sintomas de dor na parte posterior do pescoço e nas costas (p=0,0936). Conclusão: Os participantes mais jovens, com menor tempo de trabalho, que não haviam recebido informações sobre o uso de computador, não utilizavam iluminação entre 450 e 699 lux ou trabalhavam com o ângulo de visão menor do que 10º apresentaram mais sintomas da síndrome visual do computador.

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A visão da Criança: quando, quanto e como enxerga?

Por Cleusa Dacas Rodrigues Texto adaptado do livro Oftalmopediatria

Adriana Berezovsky Solange Rios Salomão

INTRODUÇÃO

Uma das primeiras perguntas que os pais fazem quando vão com seus bebês ao pediatra ou ao oftalmologista para avaliação é “quanto o meu bebê enxerga?” nas ultimas três décadas cientista de todo o mundo se dedicaram aos estudos do desenvolvimento da visão. A avaliação da visão em adulto é feita com uma tabela de letras ou letras projetadas na parede ao fundo da sala de exames e o paciente lê em voz alta o menor tamanho de letra que é capaz de ver. O bebê não é capaz de realizar está tarefa.

Para o ser humano a visão é o sentido mais importante, pois fornece informações espaciais precisas de distancia, dando informações altamente confiáveis sobre localizações e a propriedade de objetos no ambiente.

O recém-nascido gasta 11% do tempo acordado na primeira semana de vida. essa proporção aumenta para 21% na quarta semana de vida. É muito importante quem convive com o bebê observar se ele interage com os familiares, principalmente com os pais. Resposta familiares à mãe, como piscar à luz, fixar e seguir objetos,virando a cabeça, como na reação aos objetos com som, podem dar pistas de algum problema visual na criança.

Desenvolvimento da Visão

O desenvolvimento da visão se desenvolve já na fase pré-natal, com cerca de 6 semanas de gestação, as estruturas oculares e a diferenciação do cérebro estão relativamente bem desenvolvidas. Após o nascimento ocorre o crescimento do olho. As estruturas oculares anteriores estão mais desenvolvidas do que as posteriores. A retina sofre mudanças estruturais e funcionais consideráveis. A mácula (área da retina responsável pela visão de detalhes) só atinge o aspecto adulto por volta dos 10 meses de vida. A fóvea vai atingir a densidade normal de cones após alguns anos de vida. A mielinização do nervo óptico continua, aumentando nos primeiros meses e pode crescer ate os 2 anos de idade.

O primeiro ano representa um período muito dinâmico no desenvolvimento da visão e qualquer doença que provoque deficiência visual acarreta impacto negativo por um longo período na vida . O período de plasticidade visual ocorre durante a primeira década, quando as doenças oculares na infância podem ser tratadas, entre elas a catarata infantil.

Avaliação Comportamental da Visão

Alguns testes simples podem ser realizados numa avaliação inicial do bebê e trazem importantes informações sobre o estado do sistema visual. Para avaliar é necessário ter em mão pequenos brinquedos, bolas coloridas e lanternas de mão. O primeiro teste é observar a fixação e o seguimento visuais. Em bebês de 2 meses de vida a avaliação pode ser feita com objeto ou brinquedos mostrados a uma distância de 30 cm do rosto com movimentação horizontal lenta no campo da visão. A criança normalmente tem a habilidade de fixar e seguir lentamente. Observar se a criança fixa e segue a face da mãe, este e um indicador de resposta visual adequada para a idade. Numa situação onde o bebê não enxerga os pais, percebemos que existe um problema visual. Outro teste é observar a preferência por fixar luzes e objetos brilhantes.

Acute corneal hydrops during pregnancy with spontaneous resolution after corneal cross-linking for keratoconus: a case report

Background: Keratoconus is a multifactorial, noninflammatory degeneration of the cornea that causes a loss of stability. It is clinically characterized by central thinning of the cornea and irregular astigmatism, which reduce visual acuity (VA). The treatment for keratoconus depends on its severity, and corneal collagen cross-linking (CXL) is an excellent treatment option in cases of disease progression [1]. We report a case of a pregnant patient who progressed to acute corneal hydrops after completing CXL treatment with an unusual resolution that occurred in 8 days without scarring. Resolution normally occurs within 5 to 36 weeks with scarring [2].

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Lente Escleral: Modalidade de Reabilitação Visual em Ceratocone Avançado

As lentes esclerais foram as primeiras lentes de contato desenvolvidas. No inicio, em 1888, eram de vidro e usadas apenas para corrigir a irregularidade da córnea. Posteriormente (1900), o polimetilmetacrilato (PMMA), tornou mais fácil a fabricação das lentes de contato, no entanto, o PMMA não era permeável ao oxigênio, o que trouxe novos desafios.

Com o passar dos anos, estas lentes esclerais foram substituídas pelas lentes corneanas. Novos materiais foram desenvolvidos e a adaptação de lentes de contato tornou-se mais popular. Os estudos para o desenvolvimento de lentes da córnea continuaram com a introdução de materiais rígidos gás-permeáveis (RGP), que permitem a troca de oxigênio através das lentes, reduzindo assim as complicações do uso, relacionado à falta de oxigenação da córnea.

Nos últimos anos, também devido a descoberta e desenvolvimento de novos materiais, as lentes esclerais retornaram com força total. Os excelentes resultados clínicos apresentados com a adaptação de lentes esclerais demonstram que, este tipo de lente, pode ser considerado um recurso eficaz no tratamento de determinadas patologias, onde outras terapias falharam. É o caso de pacientes com córneas traumatizadas, pacientes com ceratocone avançado e também na correção de cirurgias refrativas que não tiveram resultado esperado.

Diferente das lentes de contato mais conhecidas, as lentes esclerais apresentam um maior diâmetro e com isso ficam posicionadas sobre a esclera, a parte branca do olho, que é menos sensível e frágil. Por evitar um contato direto com a córnea, as lentes esclerais proporcionam melhor conforto e evita a ocorrência de numerosas agressões à córnea, porque tem a capacidade de manter o olho hidratado.

No Centro Oftalmológico Belotto Stock, você tem acesso a essa tecnologia, necessitando apenas agendar uma avaliação com nossa equipe de oftalmologistas, que definirá se seu caso é bom para o uso das lentes esclerais ou para outras modalidades terapêuticas.

[Texto adaptado da Tânia Mara Cunha Schaefer]

Dr. Ricardo Stock preside bancas de TCC

O Dr Ricardo Stock preside mais duas bancas de TCC dos acadêmicos de medicina da UNOSEC. Como temas, dois assuntos atuais e relevância para sociedade médica. Infecções por herpes na criança e transplantes lamelares de córnea!

USP 2016

Fechando a jornada de congresso do ano de 2016!
Dr Ricardo Stock e Dr Júnior Kuczmainski estiverem presentes no congresso da USP, que esse ano completa 100 anos de existência!

Médicos do Centro Oftalmológico Belotto Stock (COBS) participam do Congresso da Academia Americana de Oftalmologia em Chicago – EUA.

Esse ano o Doutor Ricardo Stock completa uma década consecutiva de presença no Annual Meeting da AAO, nos Estados Unidos. Em Chicago, o Dr. Ricardo e o Dr. Rodrigo participaram de palestras nos temas mais atuais da oftalmologia mundial.

Caso de difícil resolução vira publicação em Revista Européia

Após a explosão de um foguete próximo ao rosto, o paciente foi submetido a dois transplantes de córnea e evoluiu com infecção por um fungo raro. O caso foi conduzido com sucesso. Esse é o primeiro relato mundial desse tipo de infecção ocular.

Clique no link e tenha acesso ao artigo completo: https://www.dovepress.com/articles.php?article_id=28643