USO PROLONGADO DE LÂMPADAS LED PODE DANIFICAR A RETINA.

As lâmpadas LED são uma grande invenção que permitiram criar luz artificial com menos gasto energético e mais durabilidade. Mas, apesar de terem contribuído para preservar o meio-ambiente, pesquisadores alertam para o perigo que elas podem representar para a visão. Há cerca de duas semanas, a Agência Nacional de Segurança Sanitária, na França, publicou uma recomendação alertando para os riscos dessas lâmpadas para a saúde em caso de excesso de exposição.
Dois pontos essenciais são citados no documento: a toxicidade da luz chamada luz azul na retina e a perturbação do relógio biológico e do ciclo do sono, provocada pela exposição noturna, questão que já havia sido discutida em outro relatório, apresentado em 2010.
Mas, além disso, a exposição a longo prazo aumenta o risco de Degeneração Macular,  doença grave que provoca uma perda gradual da visão, devido a deterioração da porção central da retina. O risco maior, aponta o estudo, envolve o uso excessivo de celulares, computadores e tablets.
“Sabemos muito bem que a luz azul é muito energética, e que as células da retina terão dificuldades em gerenciar toda essa energia, comparada a uma luz menos potente. A questão é saber em qual medida isso poderia atingir o homem, e a partir de qual quantidade de exposição”, declarou.

Retina tem relógio biológico próprio.
Outra variável apontada foi como a luz afetava o ritmo circadiano, ou relógio biológico, da retina. “Os organismos na Terra foram submetidos a algo constante e importante que é a variação do Sol. Eles não funcionam da mesma maneira de dia e de noite. Da mesma maneira que a sensibilidade à luz muda, a fotossensibilidade também. De dia somos mais resistentes à luz do que noite.
Em resumo, essa é a primeira vez na história que o olho humano é submetido a uma de forte intensidade à noite, quando é mais fotossensível. Todos esses elementos, cruzados com diversos estudos, levaram o grupo de trabalho da agência francesa a pedir prudência com o uso da luz azul das LED.

Incidência precoce de doenças.
“O que pensamos, porque ainda não foi demonstrado, é que teremos uma incidência mais precoce de doenças ligadas à idade. Entre elas, a Degeneração Macular, mas essa afirmação, só poderá ser feita dentro de muitas décadas, depois da confirmação pelas pesquisas. A questão é que, na avaliação dos riscos, é preciso alertar a população sobre o problema. Pensamos que é necessário tomar precauções agora para evitar que dentro de 20 ou 30 anos tenhamos casos de Degeneração Macular aos 50 anos”.

Crianças são mais sensíveis.
Com o envelhecimento, o cristalino, que focaliza a luz que entra no olho e define a imagem formada na retina, se torna amarelo, absorvendo mais luz azul – é um processo fisiológico. Desta forma, a velha geração está mais protegida da luz azul das lâmpadas LED e telas em relação às crianças e adolescentes. “Nas crianças, toda essa luz azul emitida pelas LEDs vai passar na retina. Para as crianças é dramático. Por isso nas recomendações emitidas pela agência, que é preciso protegê-las”.
Para isso, é preciso priorizar lâmpadas quentes ou frias, evitar decoração com luz azul e diminuir à exposição às telas, que alteram o ritmo circadiano e afetam a retina – alerta a agência francesa. A pesquisadora também lembra que, quanto menor a superfície e a distância, maior a quantidade de luz.
Pela lógica, celulares são mais nocivos que tablets, PCs e TVs. Infelizmente, os filtros usados nos óculos para diminuir a absorção de luz azul são pouco eficazes, aponta o relatório. Outras recomendações são privilegiar luzes de temperatura de cores fracas, como amarelas e a iluminação indireta.

 

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